Grupo Torcendo Dedo encerra temporada 2026 do Clássicos em Cena em Itapira com releitura do choro brasileiro
03.11.2026
O “Clássicos em Cena”, projeto que realiza mensalmente concertos gratuitos e comentados de música clássica e instrumental em Itapira, encerra a temporada de 2026 com uma apresentação do Grupo Torcendo Dedo, quinteto que propõe uma releitura do choro brasileiro a partir de uma formação instrumental pouco convencional, substituindo as tradicionais cordas pela versatilidade e riqueza sonora da família das clarinetas.
A apresentação acontece no dia 18 de novembro (quarta-feira), às 19h, no Anfiteatro da Penha, espaço do Grupo Penha, patrocinador do projeto por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O local fica na Rua Comendador Funabashi Tokuji, 278, no Jardim Ivete. A entrada é gratuita.
Considerado a primeira música popular urbana do Brasil, o choro surgiu no Rio de Janeiro durante o século XIX e consolidou-se como uma das expressões mais importantes da identidade musical brasileira. Caracterizado pela combinação entre virtuosismo, improvisação e riqueza melódica, o gênero atravessou gerações e permanece presente no repertório de instrumentistas de diferentes formações.
É justamente essa tradição que inspira o Grupo Torcendo Dedo. Idealizado pelo músico e produtor Reinaldo dos Anjos, o conjunto apresenta uma proposta que preserva as características do choro, mas explora novas possibilidades de interpretação por meio de arranjos desenvolvidos especialmente para quatro instrumentos da família das clarinetas e percussão.
Em Itapira, o quinteto será formado por Reinaldo dos Anjos, Júlio José de Oliveira e Carlos Eduardo da Silva, nos clarinetes, Rafael Nini, no clarone, e Adriana Laranjeira, na percussão. Juntos, os músicos exploram diferentes registros e timbres, permitindo que as clarinetas assumam tanto as melodias principais quanto os acompanhamentos tradicionalmente executados por instrumentos de cordas.
O repertório presta homenagem a grandes nomes da música brasileira, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Chiquinha Gonzaga, Radamés Gnattali e Zequinha de Abreu, além de compositores como Severino Araújo, Luís Americano, Abel Ferreira e Nabor Pires Camargo.
Entre as obras que representam esse universo musical estão clássicos como “Carinhoso”, de Pixinguinha, e “Tico-Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu. A proposta do grupo é aproximar o público dessas composições por meio de uma experiência que combina a sofisticação dos arranjos com a leveza e a descontração características das rodas de choro. Enquanto as clarinetas e o clarone exploram o lirismo e a agilidade das melodias, o pandeiro conduz o ritmo e preserva o gingado do gênero.
A apresentação marca também o encerramento da temporada 2026 do Clássicos em Cena, que, no segundo semestre, foi toda dedicada aos diferentes períodos históricos da música brasileira. Ao longo da programação, o projeto buscou valorizar a diversidade da produção musical nacional, aproximando diferentes formações instrumentais, compositores e tradições do público itapirense.
Como acontece em todos os concertos da série, a apresentação contará com comentários do maestro Parcival Módolo, que conversa com a plateia ao longo do evento, compartilhando informações sobre os compositores, o contexto histórico das obras e as particularidades dos instrumentos. A proposta é tornar a experiência musical mais acessível, permitindo que o público conheça melhor o repertório apresentado.
Com carreira internacional, Módolo é mestre em música dos séculos XVII e XVIII, formado na Alemanha, e doutor pela University of Southern California, em Los Angeles. Foi maestro titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Atualmente, coordena a Divisão de Arte e Cultura do Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo, além de reger regularmente orquestras no Brasil e no exterior.
Sobre o projeto Clássicos em Cena
Criado no ano 2000, o Clássicos em Cena foi idealizado por Parcival Módolo em parceria com o produtor cultural Antoine Kolokathis, fundador da Direção Cultura.
O projeto tem como objetivo difundir a música clássica e instrumental de forma gratuita e acessível. Ao longo de sua trajetória, já passou por mais de 15 cidades. Em Itapira, consolidou-se como um dos destaques da agenda cultural do município, graças ao Grupo Penha, que patrocina o projeto por meio da Lei Rouanet, a Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Grupo Penha
Reconhecido como uma referência na indústria, o Grupo Penha é um dos principais produtores de embalagens de papelão ondulado no Brasil, com 10 unidades distribuídas em quatro estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia.
Com 64 anos de expertise, seus 2,3 mil colaboradores dedicam-se diariamente ao desenvolvimento de soluções de embalagens sustentáveis e personalizadas, aliando inovação, tecnologia e relações de parceria de longo prazo com clientes de diversos segmentos.
Serviço
Ministério da Cultura e Grupo Penha apresentam:
Clássicos em Cena em Itapira – Encerramento da temporada 2026
Grupo convidado: Grupo Torcendo Dedo
Data: 18 de novembro de 2026 (quarta-feira)
Horário: 19h
Comentários: Maestro Parcival Módolo
Entrada: Gratuita
Local: Anfiteatro da Penha – Rua Comendador Funabashi Tokuji, 278, Jardim Ivete, Itapira (SP)
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